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16 junho 2013

O portal


O portal alucinava os olhos e arrepiava a pele.

Mas, claro, havia o guardião.

O capuz sem rosto encarava em silêncio o peregrino, sua pergunta sussurrando na mente:

— Por quê?

À frente, magia e maravilha.

Mas o frio às costas não deixava esquecer a sombra e a escuridão do mundo.

Como dunas, as pegadas diáfanas ao sabor do passado, lembranças escuras.

— Não  pode entrar — disse o guardião-sombra. — Não descobriu o caminho.

O peregrino estava sozinho.

Não havia respostas. E não era ele quem as daria.

O peregrino ajeitou o manto, virou-se para trás, e andou.

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