O portal alucinava os olhos e arrepiava a pele.
Mas, claro, havia o guardião.
O capuz sem rosto encarava em silêncio o peregrino, sua pergunta sussurrando na mente:
— Por quê?
À frente, magia e maravilha.
Mas o frio às costas não deixava esquecer a sombra e a escuridão do mundo.
Como dunas, as pegadas diáfanas ao sabor do passado, lembranças escuras.
— Não pode entrar — disse o guardião-sombra. — Não descobriu o caminho.
O peregrino estava sozinho.
Não havia respostas. E não era ele quem as daria.
O peregrino ajeitou o manto, virou-se para trás, e andou.
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