Tenho medo do sono, o túnel que me esconde,
Cheio de vago horror, levando não sei aonde;
Do infinito à janela, eu gozo os cruéis prazeres.
E meu espírito, ébrio afeito ao desvario,
Ao nada inveja a insensibilidade e o frio.
— Baudelaire, "O abismo"
(tradução de Ivan Junqueira)
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